6 de julho de 20262 min de leitura

Saúde mental e autocuidado: Mitos, verdades e limites

Dra. Alessandra Carraschi

Dra. Alessandra Carraschi

AUTOR
Psicólogo(a)CRP: 06/79354
Saúde mental e autocuidado: Mitos, verdades e limites

Nos últimos anos, o termo autocuidado ganhou destaque nas redes sociais e na mídia. Embora seja um conceito importante para a saúde mental, ele muitas vezes é apresentado de forma simplificada ou até distorcida, o que pode gerar culpa e frustração em quem já está em sofrimento emocional.

Este artigo busca esclarecer o que realmente é autocuidado, seus benefícios reais, seus limites e quando é necessário buscar ajuda profissional.

O que é autocuidado de verdade?

Mãos organizando uma agenda diária sobre uma mesa de madeira com uma xícara de chá ao lado, simbolizando o autocuidado real através da organização e limites cotidianos

Autocuidado é o conjunto de ações conscientes que uma pessoa realiza para preservar ou melhorar sua saúde física, emocional e mental. Ele envolve hábitos cotidianos, como:

  • Sono adequado

  • Alimentação equilibrada

  • Organização da rotina

  • Reconhecimento das próprias emoções

  • Estabelecimento de limites saudáveis

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o autocuidado faz parte da promoção da saúde, mas não substitui tratamentos quando há adoecimento mental.

Mitos comuns sobre autocuidado

Smartphone exibindo uma foto perfeita de spa enquanto está apoiado em uma mesa de cabeceira bagunçada e escura, simbolizando o contraste entre os mitos da internet e a realidade da exaustão mental

Algumas ideias equivocadas podem ser prejudiciais:

  •  “Autocuidado resolve ansiedade e depressão”

  •  “Se você não melhora, é porque não se esforçou”

  •  “Autocuidado é sempre prazeroso”

Esses discursos ignoram fatores sociais, emocionais e biológicos e podem reforçar a culpabilização do indivíduo.

Os limites do autocuidado

O autocuidado tem limites claros. Em situações como:

  • ansiedade intensa e persistente

  • sintomas depressivos

  • luto complicado

  • sofrimento emocional que prejudica trabalho, estudos ou relações

ele não é suficiente sozinho.

Autocuidado + apoio profissional

Duas poltronas confortáveis frente a frente em um consultório de psicologia iluminado pelo sol, simbolizando a busca por terapia e apoio profissional como o mais legítimo ato de autocuidado

O autocuidado funciona melhor quando é integrado a:

  • psicoterapia

  • acompanhamento multiprofissional

  • rede de apoio social

Ele não substitui a psicoterapia, mas pode ser um recurso complementar importante dentro de um cuidado mais amplo e responsável.

Conclusão

Falar sobre autocuidado é necessário, mas é fundamental fazê-lo com responsabilidade. Cuidar da saúde mental não é sinal de fraqueza, e buscar ajuda profissional é um ato de autocuidado legítimo e essencial.

Autocuidado não é sobre dar conta de tudo sozinho — é sobre reconhecer limites e acolher a própria humanidade.


Bibliografia

Organização Mundial da Saúde.  Self-care for health and well-being.
Organização Mundial da Saúde

Organização Pan-Americana da Saúde.  Promoção da saúde mental e bem-estar.
OPAS Brasil

Conselho Federal de Psicologia.  Referências técnicas e publicações sobre saúde mental.
Conselho Federal de Psicologia

Mental Health Foundation.  Mental health, self-care and wellbeing.
Mental Health Foundation

American Psychological Association.  Stress, self-care and mental health.
American Psychological Association


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Dra. Alessandra Carraschi

Dra. Alessandra Carraschi

AUTOR
Psicólogo(a)CRP: 06/79354 Ribeirão Preto - SP

Eu Alessandra sou psicóloga e professora, formada em Psicologia, com pós-graduação em ABA e Neuropsicopedagogia. Atuo com foco na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), oferecendo um atendimento acolhedor e baseado em evidências. Auxilio meus pacientes no desenvolvimento de habilidades emocionais, manejo da ansiedade, organização do pensamento e mudança de padrões disfuncionais, promovendo mais equilíbrio, autonomia e qualidade de vida.